# Banner lateral ou banner fixo? Como aumentei nosso CTR em 50%

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- Published: 2024-11-15T11:54:06-03:00
- Author: Rodolfo Gomes

 

Em 2023, a equipe de Marketing da Rock Content implementou uma rotina de testes 
para fomentar a perspectiva de Growth Hacking entre seus membros, incentivando-os
a criar hipóteses de melhorias e testá-las.

Tudo isso, é claro, seguiu um método confiável e baseado em dados.

Não sou especialista em UX. Apesar de ter feito aulas de estatística na faculdade,
analisar dados de forma estruturada não era algo com que eu estava familiarizado
como Designer Criativo na Rock Content até então.

Mesmo assim, aceitei o desafio e comecei a pensar em algumas hipóteses para testar.
Neste artigo, vou explicar:

 * Como ajudei a aumentar nossa taxa de cliques em 50% alterando a posição de um
   banner em nosso blog.
 * Como, mesmo não sendo um especialista em Growth Hacking, consegui adquirir e 
   implementar uma mentalidade de testes para trazer mais resultados ao meu trabalho.

Este artigo vai direto ao ponto. No entanto, se você quiser mais contexto sobre 
o que é Growth Hacking ou Teste A/B, recomendo ler este artigo e este também.

## **A hipótese**

Após um brainstorming, priorizei testar a posição de um CTA no blog da Rock Content.
Essa priorização seguiu a metodologia ICE Score, que envolve estimar com base em
três parâmetros: **Impacto **(o quanto o resultado do teste pode afetar as métricas
ou o próprio objeto de teste), **Confiança **(nosso nível de confiança no sucesso
do teste) e **Facilidade **(quão fácil seria implementar o teste).

Em comparação com minhas outras ideias de teste, mudar a posição do CTA da barra
lateral para o rodapé fixo teve a maior pontuação ICE.

Na imagem a seguir, você pode ver o CTA com a mensagem**ge “Conteúdo Humano Criado:
Encontre os melhores freelancers de conteúdo no WriterAccess. Experimente de graça”**
no lado direito do blog.

![](https://rockcontent.com/wp-content/uploads/2024/07/Side-Banner-or-Fixed-Banner-
7-1024x464.png)

A pergunta que me fiz foi: existe alguma outra posição onde esse CTA seria mais 
visível para o usuário?

A partir disso, desenvolvi uma hipótese com as seguintes premissas:

 1. **Posicionamento da barra lateral:** A barra lateral à direita, devido à hierarquia
    visual, geralmente é um local para conteúdo secundário e/ou complementar, conforme
    apontado em [Este artigo](https://www.nngroup.com/articles/fight-right-rail-blindness/)
    publicado pelo Grupo Norman/Nielsen:

> “O lado direito da página consome talvez 20% dos seus pixels disponíveis: o recurso
> mais precioso em computadores. Ele pode servir a muitos propósitos significativos
> e práticos. É um lugar para destacar conteúdo secundário — para recomendar ou 
> estender a jornada do usuário para outras áreas do seu [site](https://primizemarketing.com.br/criacao-de-sites-profissionais/).”

2. **Cegueira de Banner:** O conteúdo ali contido pode passar despercebido pelo 
usuário, que está acostumado a desviar o olhar de banners e anúncios (ou elementos
da página que se assemelham a eles):

> “As pessoas desconsideram caixas coloridas na margem da página porque tais tratamentos
> gráficos são comumente aplicados a anúncios. Na verdade, qualquer coisa que seja
> muito grande ou colorida corre o risco de ser ignorada, e a atenção do usuário
> tende para o lado esquerdo das páginas. Em estudos de usabilidade, frequentemente
> observamos usuários ignorando itens de que precisam, mesmo quando esses itens 
> estão à vista. Quando questionados após o estudo, eles nos dizem repetidamente:‘
> Eu vi isso, mas parecia um [anúncio](https://primizemarketing.com.br/gestor-de-trafego-pago/),
> então ignorei.’”

3. **Conteúdo principal centralizado:** O conteúdo principal do post do blog é encontrado
em uma área centralizada da página, mas quando há duas colunas dentro dessa área,
o texto fica na coluna da esquerda. Para chegar ao final do artigo, o usuário precisa
rolar até o final da página.

Essas premissas geram então a seguinte hipótese:

**Ao deixar o CTA fixo na parte inferior da tela, podemos aproveitar a ação de rolagem
para aumentar nossa taxa de cliques.**

Quando o CTA está em uma barra lateral, ele pode facilmente escapar da atenção do
usuário, assumindo que o conteúdo principal está em uma área maior à esquerda da
página e o usuário rola para baixo para continuar lendo. Em outras palavras, ao 
ler o texto, o usuário mantém o CTA próximo ao seu campo de visão o tempo todo.

Antes de começar os testes, procurei exemplos de sites que utilizassem uma barra
fixa na base. Encontrei alguns exemplos, dos quais destaco:

### **󠀁[Campanha Ativa](https://www.activecampaign.com/)󠁿**

A plataforma de [automação](https://primizemarketing.com.br/automacao) de marketing
por e-mail e CRM já coloca um campo de formulário e um CTA para o período de teste
gratuito no rodapé fixo (destacado em verde na imagem abaixo).

![](https://rockcontent.com/wp-content/uploads/2024/07/Side-Banner-or-Fixed-Banner-
1024x538.png)

### 󠀁[**Formulários WP**](https://wpforms.com/)󠁿

O WPForms é um plugin que facilita a construção e implementação de formulários dentro
de sites feitos com WordPress. Na barra fixa, eles colocaram dois CTAs: um para 
comprar o plugin e outro direcionando os usuários para avaliações.

![](https://rockcontent.com/wp-content/uploads/2024/07/Side-Banner-or-Fixed-Banner-
8-1024x454.png)

## **O teste**

Chegou a hora de colocar a hipótese à prova.

Para isso, tivemos que estabelecer os parâmetros a serem testados e os critérios
de sucesso.

Com a ajuda do nosso analista de testes (ah, certo — a Rock Content leva isso tão
a sério que temos uma pessoa na equipe de marketing focada exclusivamente em testes),
decidimos analisar comparativamente a taxa de cliques entre o CTA na barra lateral
e no rodapé fixo.

Estabelecemos uma meta de pelo menos 10% de aumento na taxa da barra de rodapé em
comparação com a taxa da barra lateral. Estatisticamente, isso provaria que a barra
fixa é mais eficaz em direcionar tráfego para a página de teste do que a barra lateral.
Mais tráfego para a página de teste significa mais oportunidades de conversão. Os
testes são outra métrica muito importante, mas exigem um período de teste mais longo
para atingir relevância estatística. Esta continuação do teste está sendo realizada
agora por um período mais longo. Para nossos propósitos, foi o suficiente verificar
se os cliques realmente aumentaram significativamente com a mudança na posição do
CTA.

A ideia era ativar a barra fixa por 30 dias e fazer uma comparação com a barra lateral
retroativamente.

## **Determinando a taxa de cliques**

A taxa de cliques seria determinada por meio da relação entre as visitas às páginas
onde a barra fixa estava localizada e o número de cliques no CTA em um período de
tempo monitorado. Calculamos da seguinte forma: o número de cliques no CTA dividido
pelo número total de visualizações de página. O resultado é então multiplicado por
100.

_Leia também: O que é taxa de cliques e como aumentar sua CTR_

## **Coletando dados**

Para obter esses números, usamos duas ferramentas: o Google Analytics e o Clarity,
da Microsoft.

Tanto a barra lateral quanto a barra fixa foram aplicadas em todas as páginas de
post na versão em inglês do blog Rock Content. Dessa forma, o Google Analytics nos
forneceu o número total de visualizações de página durante os períodos monitorados.

Para os CTAs, criamos links exclusivos com UTM e conseguimos contar cliques usando
o Clarity. No Clarity, filtramos links exclusivos de barra lateral e barra fixa 
para os intervalos em que monitoramos cada versão de barra.

## **Teste aplicado e comparação de resultados**

A barra de rodapé fixa com o CTA foi implementada no blog em 19 de setembro e, enquanto
o teste durou 30 dias, coletamos dados retroativos da barra lateral.

Consideramos o período entre 19 de agosto e 19 de setembro, e os números foram os
seguintes:

![](https://rockcontent.com/wp-content/uploads/2024/07/Side-Banner-or-Fixed-Banner-
1.png)

Para que o teste fosse um sucesso, a taxa de cliques precisava ser 10% maior que
0,077%, o que é pelo menos 0,084%. Após 30 dias consecutivos de teste, os números
de barra fixos eram:

![](https://rockcontent.com/wp-content/uploads/2024/07/Side-Banner-or-Fixed-Banner-
2.png)

## **Validando os resultados**

Nossos resultados foram melhores que o esperado, com um aumento de 50% na taxa de
cliques, em vez dos 10% estimados.

Para reunir insights valiosos, os dados nunca devem ser lidos sem contexto. Picos
de cliques podem acontecer devido a vários fatores, como um período promocional.
Portanto, uma dica valiosa é sempre fazer uma verificação extra dos dados e observar
se o momento ou as fontes de coleta de dados estão sujeitos a algum contexto específico.

Mesmo com os bons resultados no teste inicial, optei por monitorar mais períodos
nos meses subsequentes para ver o comportamento da taxa de cliques e verificar se
havia alguma tendência. Fiz mais duas rodadas de testes com a barra fixa e obtive
os seguintes dados:

![](https://rockcontent.com/wp-content/uploads/2024/07/Side-Banner-or-Fixed-Banner-
4.png)

Para minha surpresa, a taxa de cliques não apenas permaneceu a mesma, mas também
apresentou uma tendência de alta nos meses seguintes, atingindo 0,134% em out/nov
e 0,151% em nov/dez.

Por fim, calculei a média de cliques dos dois CTAs durante o período em que eles
estavam ativos. Dessa forma, poderíamos ter uma noção mais geral de como as duas
versões dos CTAs se saíram para comprovar a hipótese inicial:

### **Oferta WriterAccess na barra lateral do blog (EUA e Canadá) – julho a setembro**

**Período**: 1º de julho a 19 de setembro (período em que o CTA na barra lateral
estava ativo)

Com essa média comparativa, podemos ver que mudar o CTA para a barra fixa no final
da página mais que dobrou a taxa de cliques.

Essa métrica é um indicador importante e positivo de que valeu a pena questionar
o comportamento do usuário diante de um determinado layout e buscar hipóteses sobre
como impactar positivamente a taxa de cliques. Isso mostra o quanto uma “simples”
mudança de posicionamento pode influenciar as métricas e contribuir para otimizar
a taxa de cliques.

Um teste com mapa de calor pode ser um bom complemento à análise para ver as áreas
da tela com mais atividade do usuário em cada versão do CTA (barra lateral ou de
rodapé), comparando inclusive as diferenças entre as duas áreas dedicadas aos CTAs
em cada caso.

## **Conclusões e Lições**

Entre as lições aprendidas ao longo deste processo de testes, gostaria de destacar
que:

 1. Hipóteses e testes não precisam ser complexos. A simplicidade e a facilidade de
    implementação são fatores importantes no ICE Score. Os melhores cenários são aqueles
    em que podemos identificar oportunidades simples que trazem grandes impactos positivos.
 2. É essencial adotar uma metodologia confiável, tanto no estabelecimento de parâmetros
    quanto na coleta de dados. Mesmo usando dados retroativos na comparação (como foi
    o caso neste teste), precisamos garantir que a comparação faça sentido e não seja
    tendenciosa. Devemos usar as mesmas fontes de dados, os mesmos métodos de avaliação
    e, se possível, realizar verificações extras para identificar tendências ou contextos
    específicos que possam enviesar os resultados.

Este exercício ajuda a acabar com o mito da complexidade nas rotinas de testes, 
ensinando como observar, estruturar hipóteses, priorizar, definir parâmetros de 
avaliação, coletar dados e gerar insights consistentes.

É algo ao alcance não só de qualquer profissional de marketing, mas também de profissionais
criativos. Sempre haverá uma nova hipótese a ser testada, e fazer isso de forma 
estruturada traz um aprendizado muito valioso.

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